sexta-feira, 15 de junho de 2012

Um pequeno desconforto

      Encontro-me agora em um momento de reflexão. Uma reflexão que me causa um certo desconforto, uma certa frustração em relação aos jovens de hoje, ou melhor, às jovens.

      Não pude deixar de ouvir um diálogo há pouco. Havia muita gente e ali perto estavam duas garotas discutindo algumas coisas, coisas... bem, não sei (ou prefiro não saber) como definir. Mas, o vocabulário restrito dará a você, leitor (a), uma ideia da conversa: bunda, pernas, facebook, suplemento, pegar, malhar e palavrões, muitos palavrões. Quem estava por perto fingia não estar ouvindo e mantínha-se recolhido ao pequeno espaço do constrangimento.

      Em dado momento, comentáva-se a respeito das amigas, quase todas grávidas (e uma delas namora com o pai da criança há menos de 5 meses). Em outro, discutia-se quem tinha determinadas partes do corpo.. é... digamos.. mais bem trabalhadas. Depois, alguns detalhes sobre pegação. Pareciam ter muita experiência, apesar da pouca idade. O pior é que elas representam boa parte das jovens e adolescentes brasileiras.

      Fico pensando na próxima geração, nos filhos das amigas grávidas. Sobre o que discutirão? Que tipo de vocabulário usarão? Que recursos vão usar para a conquista? Saberão o que é conquista?

      Não me iludo pensando que este mundo vai melhorar. De acordo com a Verdade, que é a Palavra de Deus, não vai melhorar. O mundo está no maligno (1Jo 5.19). Mas há uma esperança: "Chegue-se a Deus e Ele se chegará a você" (Tg 4.8). Deus é a esperança viva e eficaz para a transformação do ser humano, daquele que deseja não pertencer à maioria, que deseja ser mais do que ter, que almeja paz e alegria que não cessam e um amor que não falha.

      Por que tantos jovens não sabem falar sobre outro assunto que não tenha como tema principal esse tipo de relacionamento vazio e desrespeitoso? Por que os valores de antigamente quase não têm mais valor? Por que a única coisa que importa é o que eu penso, o que eu quero, aquilo que me dá prazer?

      A Bíblia tem uma resposta bem simples: "a boca fala o que há no coração" (Lc 6.45). A mídia oferece ampla e gratuitamente informações como essas, que induzem os usuários à desvalorização dos sentimentos e dos relacionamentos duradouros. Se não selecionarmos o que vemos e ouvimos, nos tornaremos reprodutores ambulantes desses conceitos.

      Como eu disse, há uma esperança! O que devemos ver? E ouvir? No que devemos pensar? "Tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor" (Fl 4.8)... Isso vejamos! Isso ouçamos! Nisso pensemos! Podemos fazer escolhas, mas se nos eximirmos desta responsabilidade, acabaremos por nos tornar esses fantoches controlados pela mídia e pelo sistema.

Um comentário:

  1. Nossa Tati... Sem palavras!!! Não sei nem o que comentar; Parabéns mais uma vez ! Beijo sz'

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Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu filho único para que todo aquele que nele crê não seja escravo do pecado e tenha a vida eterna!