sábado, 26 de maio de 2012

Onde está aquele povo barulhento? ...

Lembro-me bem deste hino, muito cantado em tempos remotos:


             Onde está aquele povo barulhento
             Onde está, que não se vê nenhum irmão
             Alguém com voz de lamento vai dizer neste momento
             Aquele povo foi embora pra Sião


Parece-me que muitos, atualmente, têm confundido ou interpretado de forma equivocada o adjetivo usado para qualificar o povo de Deus nessa canção: barulhento. Talvez seja por isso que, em algumas reuniões, tantos gritos são ouvidos. Gritos, berros, assovios. Às vezes fazendo lembrar um estádio lotado em dia de final de campeonato.


Mas eu acredito que a Igreja barulhenta de que trata o hino é aquela que glorifica intensamente ao único Deus vivo, verdadeiro e imutável. Aquela que O adora em espírito e em verdade. Aquela que se comunica com o seu Criador com línguas cuja interpretação é um ofício exclusivo do Santo Espírito. Aquela que se alegra por ter recebido o maior e mais caro dos presentes, a salvação. E por isso mesmo santifica-se a cada dia, e jamais se conforma com este mundo.


Não podemos permitir que o barulho, aquele que parece o da Noiva, seja maior que o barulho que chega como canção agradável aos ouvidos de Deus. Não podemos simplesmente constatar que barulhos estranhos, como aquele produzido pelos construtores da Torre de Babel, sejam produzidos em nossas igrejas e permanecermos inertes, agindo como se nada tivesse acontecendo. Ou melhor, não agindo, fingindo não ver.


Não devemos nos conformar com mudanças que deveriam ser inaceitáveis (Rm 12.2). Não podemos preferir a quantidade em detrimento da qualidade. Não haverá crescimento espiritual se ignorarmos e deixarmos de lado a santificação (Hb 12.14), que deve ser constante, diária, e não de congresso em congresso. Não é a emoção momentânea que nos aproxima do Senhor (Jo 15.14). Não são os shows e espetáculos que nos conduzem ao quebrantamento de coração (Mt 6.6; Sl 51.17).


Em dias de muito alvoroço e pouca transformação, torna-se imprescindível que a Igreja levante, sim, a sua voz e proclame a Palavra como ela é, produzindo um barulho que gere arrependimento, entendimento, crescimento espiritual. Um barulho que gere vida, a vida abundante que Jesus, com incomparável sacrifício, conquistou por nós na cruz.

Um comentário:

  1. Nossa Tati é a mais pura verdade tudo que você escreveu ai, obg por você está sempre nos alertando sobre o que pode nos levar pra longe da presença de Deus!!! Continue trazendo coisas novas pra gente, toda vez entro nesse blog numa sede de coisas novas,huumm!!! Beijinho tiane.

    ResponderExcluir

Deixe sua marquinha...

Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu filho único para que todo aquele que nele crê não seja escravo do pecado e tenha a vida eterna!