“Se os seus sonhos são
pequenos, sua visão será pequena, suas metas serão limitadas, seus alvos serão
diminutos, sua estrada será estreita, sua capacidade de suportar as tormentas será frágil.” (CURY, 2007, 11). Nestas poucas linhas Augusto Cury consegue
fazer-nos pensar no quanto é nobre e necessário sonhar. Os sonhos não devem ser
tímidos, simplistas nem desconsiderados. Podem ser grandes ou pequenos, de
fácil ou difícil realização, para serem realizados a curto ou a longo prazo; o
importante é que eles existam.
E é importantíssimo
construir o caminho até eles.
Muitos sonhos são
deixados de lado, geralmente os que parecem ser mais fáceis de realizar ou que
seriam realizados com um esforço médio. Nos concentramos em grandes e complexos
projetos e esquecemo-nos dos sonhos menores (na complexidade e não na importância),
enquanto poderíamos planejar uns e, ao mesmo tempo, realizar outros. Um casal
poderia, por exemplo, planejar uma linda e longa viagem cultural pela Europa e,
mesmo economizando para tal, não deixar de fazer pequenas e curtas viagens a
dois, só para terem um tempinho exclusivo e assim aproveitar para realizar
pequenos sonhos, conhecer novos lugares, ter novas experiências.
Em Os mortos não dançam valsa, de Roberto Drummond, podemos ver o
quanto é importante tentar realizar nossos sonhos não apenas aproveitando as
oportunidades que temos, mas criando algumas. Na trama o protagonista faz de
tudo para realizar o sonho da sua amada Lu: conhecer o mar e dançar uma valsa
no calçadão de Copacabana. Porém se esforça tardiamente, já que sua amada Lu
estava morta. O homem de óculos Ray ban
enfrentou adversidades e perigos que seriam evitados se ele tivesse agido com
aquela ousadia enquanto Lu estava viva. Não foi à toa que ele disse que às
vezes nos lembramos das coisas um pouco tarde e que se as pessoas soubessem
viver seriam muito mais felizes (DRUMMOND, 2002).
Devemos sonhar e buscar
realizar nossos sonhos. Tentar é imprescindível. E se não der certo, tenta-se
outra vez. Devemos também usar nossas frustrações para construir alicerces e
tornar a base de nossos sonhos mais sólida, pois “os sonhos (...) dão forças
para você entender que não há crescimento sem tempestades, períodos de
dificuldades e incompreensão” (CURY, 2009, 20).
E para nós, seguidores de
Jesus Cristo, nós, os que cremos no Deus de Israel, sonhar não deve significar
apenas desejar aquilo que satisfaz o nosso tão exigente Eu, mas aceitar os sonhos dEle pra nós, acreditando que Ele tem, sempre
e sempre, o melhor. Para isso é necessário fé e determinação, é preciso
entregar-se completamente à Sua vontade, depender dEle, esperar com paciência
nEle (Salmos 27.14).
Paciência não é esperar,
quando as coisas simplesmente não acontecem, temos que esperar. Paciência é
como nos comportamos enquanto esperamos, e precisamos dela porque, como disse Cury,
crescemos quando passamos por dificuldades, e só com paciência, que na
dificuldade é produzida, nos tornamos experientes e assim não nos falta
esperança (Romanos 5. 3 e 4). Esse é o caminho para a realização. O caminho é o
preparo, e não podemos nos esquecer que tudo – decepções, lágrimas, mudanças no
percurso... – contribui para o nosso bem (Romanos 8.28).
Entregar-se ao Senhor e
pedir para que Ele realize Seu plano em nós implica aceitar a mudança dos
nossos sonhos. Ele modifica alguns, troca outros, acrescenta mais alguns. E faz
isso porque Ele é maravilhoso, é onisciente, ou seja, sabe o que é melhor para
cada um de nós, Seus planos são perfeitos (Romanos 12.2)! Ele é tão incrível que
nos faz sonhar os melhores sonhos, prepara o caminho, nos conduz, auxilia, dá
forças e prepara para a realização. E Ele mesmo nos faz realizar (Filipenses
2.13), tudo a seu tempo (Eclesiastes 3.1).
Os sonhos nos tornam mais
felizes e, de todas as reivindicações humanas, há uma que é a mais importante:
o direito de ser feliz.
Viver é preciso. E sonhar também.
Bravo!! Ótimo texto, Tati!
ResponderExcluirE vamos sonhar pessoal...principalmente os
sonhos de Deus, que é sempre o melhor para nós.
Beijos
Lindo texto!!
ExcluirEnsaio para o saudoso Nelson?
Bjaooo
Suuuu, que honra tê-la por aqui... Pois é: "faça um ensaio sobre isso", lembra? kkk
ExcluirBjk!