Hoje li algo que me fez refletir muito. É um tema que me inquieta e me deixa indignada, mas eu nunca havia pensado desta maneira. Indignei-me mais!
Revolta-me o modo como a mulher é tratada. É como se seu corpo – à mostra, de preferência – fosse a única ‘coisa’ boa que a mulher tivesse para mostrar e oferecer.
Por que se exalta tanto a mulher melancia, a outra que é melão ou sei lá o quê, e não tomam como exemplo a mãe que cuida dos 5 filhos e ainda trabalha fora para ajudar o marido a pagar as contas? Por que nada se fala sobre as dignas mulheres que sustentam seus filhos sozinhas porque o os pais das crianças – nada dignos – simplesmente as abandonaram? E as donas de casa? Essas é que trabalham mesmo! Além de cuidar da casa, dos filhos e do marido, ainda arranja tempo para se cuidar e esperar este chegar do trabalho. Recebe-o cheirosa e sorridente mesmo sem jamais tirar férias.
Hoje, quando lia O Vendedor de Sonhos, de Augusto Cury, em um de seus capítulos li o seguinte trecho:
(...)No passado o sistema masculino considerara as mulheres uma classe inferior, amordaçara-as, queimara-as, apedrejara-as. Com o tempo, elas se libertaram, resgataram parcialmente seus direitos. (...) As mulheres começaram a votar, brilhar no mundo acadêmico, crescer no mundo corporativo, ocupar espaços nos mais diversos territórios sociais; as mulheres tornaram-se cada vez mais ousadas. Com eficiência, começaram a mudar algumas áreas vitais da sociedade, a introduzir tolerância, solidariedade, companheirismo, afeto e romantismo. Mas o sistema não as perdoou pela audácia.
Preparou para elas a mais cafajeste e sorrateira das armadilhas. Em vez de exaltar sua inteligência e notória sensibilidade, começou a exaltar o corpo da mulher como nunca na história. Usou-o exaustivamente para vender produtos e serviços. (...)
Não é à toa que mulher e burrice são associadas hoje em dia. Afinal, é isso que o sistema (a mídia) prega: se a mulher não tem o corpo ‘do jeito que a gente quer’, para quê serve? O pior é que tudo isso se deu porque a massa feminina deixou, consentiu em ser usada, se sentiu adorada. Mas basta a Mulher Maravilha ganhar uns quilinhos para se tornar Mulher Descartável. Que triste!
Por que não exaltam as engenheiras, as médicas, as professoras, as secretárias e as bombeiras? Todas as mulheres possuem mais que um corpo para ser mostrado e cada uma delas é um ser-humano incrível! Feliz o homem que se permitir descobrir isso.
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